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Meta bate recorde de arrecadação com anúncios políticos nas eleições

  • Data: 22/out/2026

Sob desconfianças de uma possível interferência eleitoral, a Meta bateu recorde de arrecadação com campanhas em 2026. Segundo o portal DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral, R$ 304.899.728,42 foram pagos pelos candidatos e partidos à proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp para impulsionamento de anúncios nas redes sociais.

O valor é mais do que o dobro do pleito nacional anterior, de 2022, quando R$ 129.720.472,12 foram pagos à Meta. Naquela eleição, entretanto, a Google ainda permitia anúncios políticos nas suas plataformas, principalmente o YouTube, e recebeu R$ 126.402.058,34 para o serviço. Em 2024, a Google tomou a decisão de proibir o impulsionamento de conteúdo ligado a campanhas políticas, a partir de um compromisso global de apoiar a integridade das eleições.

Mesmo com recorde, o montante de 2026 pago à Meta é subestimado, pois a campanha de segundo turno ainda está em curso e nem todos os candidatos finalizaram a prestação de contas à Justiça Eleitoral. Caso do presidente Lula (PT), por exemplo, que até agora informou ao TSE ter gastado R$ 2,59 milhões em propagandas online, mas, segundo a biblioteca de anúncios da empresa, o candidato à reeleição pagou até aqui cerca de R$ 11 milhões para impulsionar suas publicações. A Meta indica ainda que outros R$ 779,3 mil foram pagos pelo PT para o serviço.

Com Flávio Bolsonaro (PL), acontece o inverso. Na plataforma da Meta, são informados R$ 7,6 milhões para anúncios em Facebook e Instagram. No portal da Justiça, atualizado na terça-feira (20), Flávio informa ter despendido R$ 12,85 milhões com o serviço, liderando o ranking dos candidatos.

No Rio Grande do Sul, entre os concorrentes ao governo e ao Senado, R$ 5,4 milhões foram pagos à Meta. Candidato do MDB a governador, Gabriel Souza foi quem mais gastou em anúncios: R$ 1,5 milhão. O valor consta na biblioteca de anúncios da empresa, enquanto ao TSE foram informados R$ 495 mil.

Vencedor da eleição, Luciano Zucco (PL) investiu cerca de R$ 1,1 milhão no impulsionamento de anúncios nas redes sociais. No DivulgaCand, a candidatura não informou gastos com a Meta.

O mesmo acontece com Juliana Brizola (PDT), que, de acordo com a empresa, pagou R$ 737,9 mil para alavancar suas publicações — valor que não aparece no portal do TSE. Marcelo Maranata (PSDB) pagou R$ 108,4 mil para seus anúncios, sendo que R$ 75 mil aparecem no DivulgaCand.

Milhões no Senado
Na disputa pelo Senado, Marcel van Hattem (Novo) foi o que mais gastou com impulsionamento de conteúdo: R$ 597,4 mil. Sua dupla de chapa, Ubiratan Sanderson (PL), pagou R$ 350,9 mil à Meta. Os dois foram eleitos.

Germano Rigotto (MDB), com R$ 386,85 mil; Frederico Antunes (PSD), com R$ 320,6 mil; e Paulo Pimenta (PT), com R$ 303,7 mil, aparecem na sequência. Manuela d'Ávila (PSOL) optou por não anunciar nas plataformas da Meta.

Com bem menos recursos, fecham a lista Milton Cardoso (PSDB), com R$ 14,1 mil pagos, e Renato Jaguarão (Cidadania), também com cerca de R$ 14 mil.

Fonte: GZH

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