SUS passa a oferecer nove medicamentos para tratamento de câncer
O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a ofertar, a partir dessa semana, nove medicamentos para o tratamento de diferentes tipos de câncer. Segundo o Ministério da Saúde, os fármacos contemplam 13 indicações terapêuticas e poderão beneficiar mais de 116 mil pacientes.
A distribuição inicial ocorre em 20 centros de tratamento localizados em 17 Estados e no Distrito Federal, com previsão de expansão para outros serviços oncológicos do país até o fim do ano.
A medida integra a ampliação da assistência farmacêutica oncológica do SUS. De acordo com a pasta, a expectativa é disponibilizar, até o fim do ano, 23 novos medicamentos ou indicações terapêuticas, elevando em 35% o número de alternativas de tratamento oferecidas na rede pública.
Quais medicamentos passam a ser ofertados
Os novos tratamentos são destinados a pacientes com câncer de mama, próstata, pulmão, rim, estômago e tireoide, além de tumores neuroendócrinos, linfomas e leucemia.
A lista inclui os medicamentos trastuzumabe, abemaciclibe, acetato de lanreotida, pazopanibe, rituximabe, abiraterona, gefitinibe, TSH recombinante (alfatirotropina) e sunitinibe.
Segundo o Ministério da Saúde, alguns dos medicamentos já haviam sido incorporados ao SUS anteriormente, mas ainda não estavam efetivamente disponíveis para os pacientes.
A indicação de cada medicamento dependerá do tipo de tumor, do estágio da doença e da avaliação da equipe médica responsável pelo tratamento.
Distribuição começa em 17 Estados
Nesta primeira etapa, os medicamentos serão disponibilizados em unidades localizadas no Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
Segundo o governo federal, o investimento anual previsto para a aquisição dos nove medicamentos é de R$ 155,4 milhões. O conjunto das medidas anunciadas para a área oncológica tem impacto estimado em R$ 4 bilhões por ano.
Rastreamento do câncer colorretal
O Ministério da Saúde também anunciou o início da estratégia de rastreamento do câncer colorretal na rede pública.
A pasta distribuirá 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT), utilizados para detectar sangue oculto nas fezes. O exame será destinado a homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos e funcionará como ferramenta de triagem para identificar pacientes que deverão ser encaminhados para colonoscopia.
A implementação terá início em novembro, inicialmente em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.
Outras medidas
O pacote apresentado também prevê o financiamento de cirurgias videotorácicas oncológicas, utilizadas principalmente no tratamento do câncer de pulmão. O investimento estimado é de R$ 46 milhões por ano.
Também foram anunciadas atualizações nos valores pagos por exames e procedimentos diagnósticos, incluindo testes de biologia molecular e sequenciamento genético. Além disso, o ministério informou que criará um grupo de trabalho para elaborar a primeira linha de cuidado voltada ao retinoblastoma, tipo de câncer que afeta a retina e atinge principalmente crianças.
Fonte: GZH
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