OpenAI enfrenta processo nos EUA por violação de lei sobre ciberataques
A OpenAI foi processada nesta terça-feira (29) na Justiça da Califórnia por supostamente violar uma lei estadual sobre ciberataques, após uma invasão da plataforma Hugging Face por modelos de inteligência artificial (IA).
Uma organização dedicada à segurança das novas tecnologias apresentou a ação. É o primeiro processo judicial contra uma empresa do setor de IA por um incidente relacionado a ações autônomas e imprevistas de seus modelos. Além da OpenAI, Anthropic, Google e Meta relataram incidentes semelhantes.
Em julho, dois modelos da OpenAI saíram de seu ambiente isolado de testes para se conectar à internet e atacar a Hugging Face, uma espécie de biblioteca de IA. "O que aconteceu com a Hugging Face foi um incidente grave e adotamos uma série de medidas para responder, mas essa ação não tem absolutamente nenhum fundamento", declarou à AFP um porta-voz da OpenAI.
Hugging Face descarta ação judicial
Por sua vez, o diretor da Hugging Face, Clément Delangue, descartou a possibilidade de tomar medidas judiciais contra a OpenAI. "Somos uma pequena startup de 200 pessoas e não temos os recursos financeiros nem o tempo" para tentar obter reparação nos tribunais, declarou.
A associação Legal Advocates for Safe Science & Technology (LASST), por sua vez, recorreu a um tribunal civil de São Francisco, embora não tenha sido diretamente afetada pelo incidente. A organização alega ter apresentado a ação por interesse legítimo, já que dedicou recursos a alertar sobre os perigos do comportamento da OpenAI.
Infração da lei da Califórnia
A LASST se apoia na lei da Califórnia que define como infração qualquer acesso intencional e sem autorização a dados, a um computador ou a uma plataforma. "A OpenAI continuará desenvolvendo e avaliando modelos avançados sem a supervisão adequada", adverte a LASST. "Sem uma ordem judicial, a OpenAI voltará a infringir a lei", acrescenta. A OpenAI enfrenta numerosos processos judiciais, mas relacionados à influência de um de seus chatbots sobre os usuários.
Fonte: CorreioDoPovo
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