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Como verba pública e dinheiro do Master se cruzam em investigação de filme sobre Jair Bolsonaro

  • Data: 10/set/2026

A operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta quinta-feira (10) aponta indícios de desvio de recursos públicos para o financiamento do filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. A investigação elenca repasses que podem ter complementado recursos inicialmente transferidos por Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Entre as transferências identificadas pela PF, destacam-se registros em nome do deputado Mario Frias (PL-SP), da empresária Karina Gama, dona de empresas que receberam recursos públicos, e do publicitário Marcello Lopes.

Amigo pessoal do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro, Lopes coordenou a campanha do senador até o início das revelações sobre a relação entre Vorcaro e Flávio.

A PF identificou o repasse, por Lopes, de ao menos R$ 1 milhão à Go Up Entertainment Ltda., empresa de Karina Gama responsável pela produção do filme. O dinheiro foi transferido no fim de 2025. O publicitário, porém, só assinou contrato com a produtora seis meses depois, quando a crise envolvendo o Banco Master já havia vindo a público.

No caso de Frias, foram identificados repasses que somam R$ 645 mil para a produção do filme, além de outros R$ 750 mil provenientes da NTT Brasil Ltda.

A investigação também apura indícios de que recursos de emendas parlamentares de Frias e de outros deputados do PL possam ter sido repassados a CNPJs ligados a Gama para o financiamento de projetos sociais e, posteriormente, direcionados à produção cinematográfica.

O inquérito que fundamenta a operação desta quinta-feira é conduzido no STF pelo ministro Flávio Dino. Há ainda outra investigação em andamento sobre o filme, relacionada aos repasses de Daniel Vorcaro, sob a relatoria do ministro André Mendonça.

Fonte: GZH

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