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Um mês após apagão, Santa Vitória do Palmar e Chuí ainda recebem energia por estrutura provisória

  • Data: 04/set/2026

Quase um mês após o apagão que deixou Santa Vitória do Palmar e Chuí mais de 110 horas sem energia elétrica, a CEEE Equatorial afirma que mantém uma operação especial na região para evitar novos problemas no fornecimento.

Atualmente, as duas cidades da Região Sul seguem sendo abastecidas por uma estrutura provisória montada após a queda de 26 torres de transmissão atingidas pelo temporal de agosto.

Segundo o superintendente regional da CEEE Equatorial, Marcelo Pazoti, a concessionária ampliou as equipes de campo e passou a realizar monitoramento permanente das estruturas emergenciais instaladas na Lagoa Mirim.

— Praticamente dobramos o efetivo na região. Hoje, temos pessoas trabalhando e acompanhando a operação praticamente 24 horas por dia para agir rapidamente caso seja necessário — afirma.

Alternativa de contingência
De acordo com a empresa, o fornecimento ocorre por uma linha de transmissão de 138 kV, que originalmente funcionava como alternativa de contingência e estava sem utilização regular antes do temporal.

Com a queda das estruturas da Axia Energia, responsáveis pelo sistema principal de transmissão, essa linha passou a abastecer temporariamente os dois municípios.

A recuperação definitiva do sistema depende da conclusão das obras da Axia Energia, empresa responsável por 24 das 26 torres que desabaram durante o temporal — as outras duas são da CEEE Equatorial.

Até o momento, a Axia não informou prazos ou detalhes atualizados sobre o andamento da reconstrução.

Inspeções em toda a rede
A CEEE Equatorial afirma ter concluído a inspeção de aproximadamente 700 postes e estruturas do sistema que atende Santa Vitória do Palmar e Chuí.

Segundo Pazoti, a empresa identificou pontos com potencial de causar falhas futuras e iniciou uma série de intervenções preventivas.

— Estamos executando manutenções preventivas para garantir maior estabilidade do sistema — afirma.

A preocupação é reforçada pelas características climáticas da região, frequentemente atingida por ventos fortes e temporais.

Sem previsão de desabastecimento
Outra medida mantida pela concessionária foi a permanência dos geradores utilizados durante o período de crise energética.

Os equipamentos continuam posicionados em Santa Vitória do Palmar e Chuí como forma de contingência para situações emergenciais.

— Enquanto o sistema não retorna à configuração normal, os geradores permanecem disponíveis. Não podemos deixar essas cidades desassistidas caso aconteça algum novo evento — diz Pazoti.

Segundo a empresa, atualmente não há previsão de desabastecimento nem necessidade de redução de consumo por parte da população.

Possíveis oscilações
Apesar da estabilidade atual, a concessionária admite que desligamentos momentâneos ainda podem ocorrer em situações específicas, especialmente durante temporais.

De acordo com Pazoti, parte desses episódios está relacionada ao funcionamento dos sistemas de proteção da rede.

— Em caso de raio ou alguma sobretensão, o sistema pode desligar automaticamente por segurança. Depois, fazemos a verificação técnica antes da religação. É um procedimento para evitar danos maiores à rede — explica.

Entenda o episódio
O apagão registrado em agosto foi provocado após a queda de 24 torres da Axia Energia sobre estruturas da própria CEEE Equatorial durante um vendaval.

O incidente deixou dezenas de milhares de moradores sem energia em Santa Vitória do Palmar e Chuí e levou os dois municípios a decretarem situação de emergência.

Desde então, as cidades operam com uma configuração provisória enquanto aguardam a reconstrução definitiva do sistema de transmissão.

Fonte: GZH

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