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Oferta de ovos pode ter reajuste nas próximas semanas; veja como fica o preço

  • Data: 09/jul/2026

Um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros, o ovo pode passar por um reajuste nas próximas semanas — de oferta e de preço. O tema entrou na pauta das indústrias na terça-feira (7), na Serra. Na ocasião, o setor avaliou um cenário de incertezas que mistura mercado interno e externo e que pode levar parte à redução do ritmo de produção até o fim do ano.

A decisão, no entanto, ficará nas mãos de cada produtor e empresa, esclareceu o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, à coluna:

— Foi feita uma avaliação geral, mas deixamos a critério de cada um analisar seus custos, sua margem e decidir se é o momento de tirar ou não o pé do acelerador.

O dirigente fez questão de ressaltar que não há risco de desabastecimento. Segundo ele, o ovo continuará sendo "uma proteína de baixo custo" para o consumidor, e o reajuste de preços deve a ser pontual.

Ainda não há estimativa sobre quanto a produção poderá ser revisada. O movimento dependerá de cada produtor e indústria nas próximas semanas.

No mercado interno, a preocupação do setor está ligada à desaceleração do consumo. O elevado endividamento das famílias e uma instabilidade econômica com a proximidade das eleições tem reduzido a confiança do consumidor e pode afetar a demanda.

No mercardo externo, o cenário também mudou. Os Estados Unidos retomaram a produção de ovos após a crise provocada pela gripe aviária no país, o que tem reduzido a necessidade de recorrer ao produto brasileiro. No ano passado, as exportações para os norte-americanos cresceram 827% em relação ao total de 2024. Soma-se a isso o aumento das tensões comerciais, com a imposição de tarifas, e os reflexos da instabilidade no Oriente Médio sobre o petróleo, que pressionam custos industriais, como os de embalagens e logística.

— O que precisamos é equilibrar o mercado interno e aguardar uma estabilização desse cenário, que ainda é bastante incerto — reforçou o presidente da Asgav.

Vale lembrar que o momento chega justamente quando as exportações gaúchas começam a se recuperar. Em 2025, os embarques foram prejudicados pelos embargos impostos por diversos países após a confirmação de um caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul.

Fonte: GZH
 

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