Retirada do subsídio da gasolina será adiada após revés na guerra no Irã, diz ministro da Fazenda
Prevista para esta semana, a retirada do subsídio à gasolina será adiada, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha. O motivo é o revés na guerra no Irã, que provoca nova alta no preço do petróleo. Segundo ele, o governo federal voltará a avaliar a situação na semana que vem. Já havia sido suspensa parte do incentivo ao diesel, combustível que sentiu primeiro e com mais intensidade a alta nos preços no Exterior.
— O petróleo volta a subir para US$ 80 e nós temos que adotar com cautela a retirada de subsídio. O preço da gasolina está com impacto diferente do que eu estava prevendo. Na semana que vem, a depender da situação, eu gostaria de retirar o subsídio à gasolina, seja parcial, seja totalmente — explicou.
O petróleo chegou a superar US$ 120 com o bloqueio do Estreito de Ormuz e, com o cessar fogo, caiu a US$ 70. Durigan, porém, reforça que a estratégia do governo considera "um grau de incerteza".
— Quando a guerra começou, estive em Washington com ministros da Fazenda dos países do Oriente Médio. Ouvi que, para além das vontades ou não do governo dos Estados Unidos, existem questões locais entre Israel e Irã que são de difícil acomodação no curto prazo. Informamos o presidente Lula que temos uma situação de incerteza permanente na guerra, ainda que se fale em negociações e cessar fogo — contextualizou.
O ministro reforçou que o governo agirá com rapidez às oscilações. Sobre receio de impacto fiscal dos subsídios, a resposta é de que as medidas são bancadas com recursos a mais da exportação do petróleo com cotação elevada.
Relembre
O subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina foi criado pelo governo federal no final de maio, repassado diretamente a produtores e importadores. No diesel, foi retirado o incentivo de R$ 0,35, mas resta a subvenção adicional de R$ 1,12.
Fonte: GZH
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