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Os desafios de Ancelotti para reconstruir a Seleção Brasileira

  • Data: 06/jul/2026

E agora, Carlo Ancelotti? A festa da Copa do Mundo acabou. Contratado um ano antes do Mundial, o técnico italiano teve o seu contrato renovado até 2030. Talhado em longos trabalhos em clubes europeus, terá um ciclo inteiro para montar um time do zero e implementar suas ideias após a queda para a Noruega, no domingo (5).

Ancelotti chegou à Copa com apenas 12 jogos pela Seleção Brasileira. Herdou a maior instituição do futebol brasileiro toda acidentada até para os padrões tupiniquins. Desde o Catar, CBF trocou de presidente com a mesma velocidade com que trocou de treinador. A Justiça afastou Ednaldo Rodrigues. Fernando Sarney assumiu de forma interina até Samir Xaud ser eleito.

Ramon Menezes foi o técnico interino número 1. Fernando Diniz, o número 2. Dorival Júnior foi o primeiro efetivo. Até Ancelotti, cotado para assumir no começo do ciclo, assinar com a CBF. Para o italiano, assim que a partida acabou, iniciou-se um novo momento.

Uma derrota é o começo de uma nova temporada. Não é um fim, mas o início de um novo ciclo.

Abaixo, Zero Hora lista os três maiores desafios de Ancelotti após a eliminação do Brasil.

Fazer um ciclo estável

Conhecido por sua liderança tranquila, Ancelotti terá de criar um ambiente estável para a Seleção retomar a confiança, em trabalho similar ao período de Tite à frente da equipe.

Por estabilidade entenda-se uma sequência de bons resultados e boas campanhas. Em 2028 tem Copa América no Peru. E, na sequência, as Eliminatórias.

O novo ciclo começa, em campo, em setembro, quando o Brasil enfrenta a Austrália, eliminada pelo Egito na segunda fase da Copa.

Rejuvenescer o time

Para criar um atalho, Ancelotti optou por jogadores conhecidos de seus trabalhos em clubes. Também resgatou jogadores fora dos planos, como o lateral Danilo e o volante Casemiro.

Seu trabalho será inverso agora. Terá de ir em busca dos jovens. Na segunda rodada da Copa, no jogo contra o Haiti, a média de idade do time brasileiro foi de 30 anos. Apenas Cabo Verde, Catar e Irã escalaram um 11 inicial com média mais alta.

A entrada de Rayan a partir da terceira partida baixou um pouco o índice. Ele e Endrick são dois dos principais expoentes do novo ciclo.

Terá de peneirar os jogadores experientes. Douglas Santos (32 anos), Danilo (34) e Casemiro (34) são jogadores em fim de ciclo pela Seleção. Alisson (33) e Marquinhos (32) têm a presença questionada, mas ainda podem ter espaço pelas posições que ocupam no campo e pela liderança do zagueiro, respectivamente.

Criar uma base

Entre caras novas e antigas, chegadas e partidas, Ancelotti terá de montar uma base de time. Em seus 17 jogos, fez trocas constantes no esquema em busca do modelo ideal de time.

Vini Jr., com 26 anos, inicia o ciclo, mais uma vez, como referência técnica. Jogadores como Rayan, Endrick e Danilo Santos também surgem como possíveis pilares da nova fase.

Fonte: GauchaZh

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