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Safra da bergamota pode alcançar até 20 mil toneladas na Serra

  • Data: 03/jun/2026

O clima frio e ensolarado anuncia: é tempo de bergamota na Serra. A fruta, que é considerada símbolo do inverno no Rio Grande do Sul, está em plena colheita. Para este ano, a previsão é de uma safra cheia, sem quebras ou excessos, na região. Conforme a Emater Regional, a expectativa é que sejam colhidas até 20 mil toneladas, de diferentes variedades, até o mês de outubro.

Na Serra, a fruta está distribuída em 1.260 hectares. A cidade com maior produção é Veranópolis, seguida por Antônio Prado, Cotiporã, Caxias do Sul e Bento Gonçalves. São cerca de 800 famílias que investem no plantio nos 49 municípios de abrangência do escritório.

Neste momento, são retiradas dos pomares as variedades caí e ponkan. Mais tardia e bastante popular na Serra, a bergamota montenegrina está em desenvolvimento nas bergamoteiras e deve ser colhida nos próximos meses.

— Um dos diferenciais da nossa região é que a fruta é produzida praticamente toda para o consumo in natura, o consumo de mesa — sinaliza tecnólogo em horticultura e enologia e integrante do escritório regional da Emater em Caxias do Sul, Thompsson Didoné.

No maior município da Serra, a fruta cítrica e de cor alaranjada é produzida por 135 famílias em 150 hectares. A tendência é de uma colheita de 2.250 toneladas. A variedade predominante é a montenegrina.

A condição da bergamota que chega até os consumidores é avaliada positivamente até o momento:

— Os frutos apresentam boa qualidade, coloração e doçura. Em alguns locais, estão com o calibre (tamanho) um pouco menor em função da seca ocorrida no verão, mas isso não compromete a qualidade — destaca o engenheiro agrônomo e chefe do escritório municipal da Emater, Mauro Tessari.

Opinião similar tem o agricultor Alexandre Marcelo Basso. Ele e a família mantêm as variedades caí, ponkan e montenegrina na Linha Sebastopol, em Vila Cristina. A produção, que é estimada em até 20 toneladas para este ano, é comercializada integralmente na Ceasa Serra.

— A fruta está com uma qualidade boa. Não teve chuva em excesso e nem em falta. Então, está com o sabor muito agradável — detalha.

Na propriedade, a colheita da bergamota começou há cerca de 60 dias e deve se estender pelos próximos meses, até a retirada da mais tardia, a montenegrina. Além da fruta, a família Basso se dedica a outros cultivos como uva, ameixa, brócolis, couve-flor, repolho verde e alface.

Preço na Ceasa Serra*

  • Bergamota Caí: R$ 2,50
  • Bergamota Ponkan: R$ 2,29

*Valor por kg, conforme a última cotação do dia 2 de junho.

A produção no Estado
A citricultura gaúcha tem área cultivada superior a 37 mil hectares, segundo dados do governo estadual. No ano passado, as bergamotas estavam presentes em 12,8 mil hectares. A produção foi de 197 mil toneladas.

Atualmente, o RS ocupa a sexta posição nacional na produção de laranjas e a terceira na produção de bergamotas. A safra dos citros foi aberta oficialmente na última sexta-feira (29), no interior de Montenegro.

Fonte: Pioneiro / GZH

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