Caneta emagrecedora brasileira vai custar a partir de R$ 452 e chega ao mercado ainda neste mês
A EMS confirmou nesta terça-feira (2) o preço da primeira caneta brasileira de semaglutida: cerca de R$ 452. Em nota, a farmacêutica informou que o Ozivy chegará às farmácias em 15 de junho. Neste primeiro ciclo de abastecimento, mais de 500 mil canetas serão distribuídas no país.
O medicamento foi a primeira versão nacional aprovada após o fim da patente da Novo Nordisk, fabricante de Ozempic, Wegovy e Rybelsus. A expectativa é que a entrada de concorrentes amplie o acesso ao tratamento.
A inclusão da semaglutida no Sistema Único de Saúde (SUS) chegou a ser discutida, mas a proposta foi rejeitada devido ao alto custo.
Na última semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fixou o preço máximo do produto em cerca de R$ 800. A EMS, porém, já havia anunciado que comercializaria sua versão por um valor ao menos 30% menor.
Produzido em Hortolândia (SP), o Ozivy será vendido em embalagens com uma ou duas canetas.
Além dele, outros pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida seguem em análise na Anvisa, o que pode ampliar a concorrência nos próximos meses (leia a nota completa abaixo).
Veja a nota da EMS na íntegra
"A EMS, maior farmacêutica no Brasil, anuncia o início da comercialização de OZIVY, sua caneta à base de semaglutida, a partir de 15 de junho. O medicamento chega às farmácias de todo o país na segunda quinzena do mês. Cada caneta custará a partir de R$ 452, com condição especial para quem aderir ao Programa Vida + Leve, do EMS Saúde - os pacientes que optarem por esta iniciativa terão um investimento médio de R$ 287 por mês ao longo dos primeiros três meses de tratamento - ampliando o acesso dos brasileiros a uma das moléculas mais relevantes da medicina contemporânea. Após a aquisição inicial, o quarto mês de tratamento via Programa Vida + Leve será disponibilizado por R$ 498 por caneta.
Primeira semaglutida produzida no Brasil via síntese química a receber aprovação regulatória para comercialização no país, OZIVY representa mais um avanço da EMS na construção de uma plataforma nacional de terapias metabólicas de alta complexidade. O medicamento será comercializado em apresentações com uma e duas canetas por embalagem, oferecendo mais conveniência e flexibilidade ao longo da jornada terapêutica.
O lançamento reforça a estratégia da companhia de ampliar o acesso a tratamentos inovadores por meio de tecnologia, produção nacional e capacidade industrial própria. OZIVY integra a plataforma de peptídeos da EMS, desenvolvida a partir de investimentos superiores a R$ 1,2 bilhão em pesquisa, desenvolvimento, inovação e infraestrutura produtiva.
'Estamos transformando capacidade tecnológica em acesso. OZIVY é resultado de uma visão de longo prazo que posicionou a EMS na vanguarda da produção de peptídeos no Brasil. Mais do que lançar um medicamento, estamos ampliando o acesso da população a terapias modernas, produzidas com os mais elevados padrões de qualidade e segurança', afirma Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS.
Produzido na planta de peptídeos da companhia, em Hortolândia (SP), o medicamento utiliza uma nova rota regulatória, inédita no Brasil e inaugurada com os lançamentos de OLIRE e LIRUX, com produção via síntese química — um processo altamente tecnológico que reproduz a cadeia de peptídeos com elevado grau de pureza, consistência e controle de qualidade.
A aprovação de OZIVY pela Anvisa reforça a robustez da plataforma tecnológica construída pela EMS e amplia um portfólio que vem contribuindo para transformar o mercado de terapias metabólicas no Brasil, fortalecendo a capacidade do país de desenvolver e produzir medicamentos de alta complexidade.
'O diabetes tipo 2 é uma condição crônica que exige acompanhamento contínuo e tratamento individualizado. A chegada de novas alternativas terapêuticas amplia as possibilidades de cuidado e reforça a importância da orientação médica para definição da melhor estratégia para cada paciente', afirma Iran Gonçalves Jr., diretor médico da EMS.
Neste primeiro ciclo de abastecimento, a EMS disponibilizará mais de 500 mil canetas ao mercado, com distribuição inicial nas principais redes farmacêuticas do país e expansão progressiva para todo o território nacional.
Com capacidade instalada para produzir até 40 milhões de canetas por ano, a operação de peptídeos da EMS representa um dos maiores investimentos industriais já realizados pela companhia e reforça seu compromisso de ampliar o acesso da população brasileira a tratamentos inovadores, seguros e produzidos no país."
Fonte: GZH
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