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O café é tão popular que tem várias datas de celebração, uma delas nesta terça-feira (14),

  • Data: 15/abr/2026

O café é tão popular que tem várias datas de celebração, uma delas nesta terça-feira (14), quando se comemora o dia mundial da bebida — há ainda o nacional, em 24 de maio, e o internacional, em 1º de outubro. Maior produtor global do grão, o Brasil está entrando em ritmo de colheita, com a perspectiva de uma produção cheia, depois de quatro anos problemáticos.

A boa notícia é que, com a melhora na oferta, os preços fiquem mais estáveis — sem recuar, no entanto, a patamares antigos. Em 2025, o valor médio do café torrado e moído no varejo subiu 79,4%, fechando o ano em R$ 63,51, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Para 2026, a projeção é de que fique em R$ 63,69.

— É provável que tenhamos um equilíbrio maior nos preços ao consumidor. Não é uma solução do problema, porque os estoques globais seguem baixos, mas essa produção dará um alívio — explica Celírio Inácio, diretor-executivo da entidade.

Os estoques globais baixos são reflexo de uma sequência de quatro anos de problemas climáticos que encolheram a produção brasileira. A escassez da oferta fez o preço disparar em 2025, com a alta na matéria-prima ultrapassando os 200%, conforme o executivo:

— Os mesmos princípios que fizeram com que o café sofresse aumento histórico no ano passado, são os favoráveis (agora). Somos o maior produtor do mundo, tudo o que acontece (Brasil) aqui acaba reverberando no preço.

Conforme dados do Ministério da Agricultura compilados no Sumário do Café da Abic, a safra brasileira de 2026 está estimada em 66,19 milhões de sacas (somadas as variedades arábica e conilon), o que representa uma ampliação de 17,1% em relação à colheita de 2025, que somou 56,53 milhões de sacas.

Arábica x Conilon

O Brasil é o maior produtor e maior exportador de café do mundo, somando o total produzido das duas variedades cultivadas: a arábica e a conilon.

Considerando apenas a variedade arábica, o Brasil é o maior produtor. Na conilon, essa posição é do Vietnã, com o Brasil ficando em segundo.

A arábica resulta em um grão de maior complexidade sensorial, com um pouco mais de doçura, equilíbrio na acidez. A planta precisa um pouco mais de cuidados em relação a temperatura. O maior produtor entre os Estados é Minas Gerais.

O conilon é mais resistente a temperaturas mais elevadas, é conhecido por dar corpo e tem o dobro de cafeína em relação à arábica. O maior produtor é o Espírito Santo.

"Uma boa bebida se dá no equilíbrio dos dois (tipos de café)", pontua Celírio Inácio, diretor-executivo da Abic.

Fonte: GauchaZh

 

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