Força-tarefa no interior do Estado para explicar riscos do caruru-gigante.
Secretaria Estadual da Agricultura realiza, até sexta-feira (17), força-tarefa no interior do Estado para explicar riscos do caruru-gigante.
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Duas semanas depois de emitir um alerta fitossanitário, o Rio Grande do Sul mobiliza, nesta semana, uma força-tarefa para impedir a chegada do chamado caruru-gigante pelo norte. A erva-daninha invasora, que pode atingir até 2,4 metros de altura e ameaça lavouras como soja e milho, foi identificada há um mês em Campo Erê, Santa Catarina, a cerca de cem quilômetros de Iraí, na divisa gaúcha. No Estado, nunca houve registro. Até esta sexta-feira (17), 26 servidores do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria Estadual da Agricultura percorrem mais de 30 municípios do Alto Uruguai, em uma operação que combina vistorias em propriedades rurais e ações de educação sanitária.
— Trata-se de uma erva daninha extremamente resistente aos herbicidas e, ao mesmo tempo, muito agressiva — resume o fiscal estadual agropecuário Alonso Duarte de Andrade.
A planta pode crescer entre dois e cinco centímetros por dia, justamente em solos férteis, como os destinados à soja e ao milho. E o potencial de dano é alto. Pode provocar perdas de até 79% na produtividade da soja e de 91% no milho, além de encarecer o manejo e dificultar a colheita.
Outra característica é a sua capacidade de dispersão. Cada planta pode produzir de 100 mil a 1 milhão de sementes.
Nesse sentido, a força-tarefa tem buscado, desde esta segunda-feira (13), orientar produtores e reforçar medidas preventivas. As equipes visitam propriedades para explicar como diferenciar o caruru-gigante de outras espécies, detalhar os prejuízos potenciais e indicar formas de controle.
— Pedimos para que os produtores se atentem, especialmente, à compra de sementes certificadas e aos cuidados com o trânsito de máquinas, especialmente as vindas de fora do Estado — acrescenta Andrade.
A recomendação é de que toda máquina que ingressar no Rio Grande do Sul passe por limpeza e sanitização completas, com a remoção de resíduos que possam carregar sementes da praga. Em caso de suspeita, a orientação é acionar a defesa agropecuária, que realiza a coleta de amostras e, se houver confirmação, adota medidas para contenção do foco.
Enquanto a força-tarefa se concentra no Alto Uruguai, outras unidades da Secretaria mantêm ações de orientação e conscientização nas demais regiões do Estado.
Fonte: GauchaZh
Foto: Dionizio Graziero / Embrapa / Divulgação
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